Em 2019, varejistas inteligentes conhecerão seus consumidores melhor do que eles mesmos

Quem trabalha com varejo deve estar sempre de olho nas tendências e mudanças no segmento. Afinal, tratar isso com indiferença pode matar seu negócio ou fazer você perder muitas vendas.

O ponto é, se você é um dos que está sempre de olho (ou é quase obcecado), você está no caminho certo.

Mesmo com o Brasil sendo defasado com mudanças e tendências, elas chegam aqui – e cada vez mais rápido. Lá fora as gigantes do comércio eletrônico como Amazon e Alibaba já causaram fechamento de centenas de varejistas. Quanto tempo demorará para causarem o mesmo no Brasil? Inteligente é o gestor que mesmo sabendo que as mudanças demoram a chegar aqui já se antecipam a elas.

Neste post, vamos falar de uma tendência que já está se consolidando no exterior e já chegou ao Brasil com o Grupo Pão de Açúcar.

Continue lendo para descobrir e sair na frente dos seus concorrentes?

O varejo profundo

Até 2018, para o varejo dados = gravidade. Era uma força elementar que aproxima varejistas e consumidores. Por muitos anos, clientes com smartphones passaram dados de GPS, curtidas, pesquisas, compras, visualizações e muito mais que ajudou varejistas a conhece-los melhor.

Mas agora essa jornada está atingindo um ponto de inflexão definitivo no que diz respeito ao varejo. Em 2018, consumidores esperam que as marcas do varejo coloquem todos esses dados a seu favor, oferecendo personalização que prove que eles conhecem seus consumidores melhor que os próprios consumidores se conhecem.

De onde surgiu e para onde caminha: A jornada de personalização e segmentação começou com o “clientes que compraram produto X também compraram o produto Y“, que na épca foi uma revolução. A partir daí, fomos para o tipo de segmentação comportamental orientada por dados, como o da marca de alimentos Knorr oferecendo receitas personalizadas com base no feed do Instagram dos consumidores. Agora, a personalização do Varejo profundo* é o próximo passo. [*O termo vem de ‘Aprendizado Profundo’ – Deep Learning, da Inteligência Artificial].

Estado profundo: Esta mudança está sendo impulsionada pelo amadurecimento de uma série de tecnologias que utilizam dados pessoais de formas novas e poderosas. O custo do sequenciamento de todo um genoma humano caiu abaixo de 1.000 dólares. Reconhecimento facial é agora usado no iPhone. Não é de admirar que o Walmart tenha registrado uma patente para a tecnologia que detectará o estado emocional dos compradores enquanto eles andam pela loja.

Personalização total: Sim, existem preocupações generalizadas a respeito de privacidade, ainda mais depois do recente escândalo da Cambridge Analytics e Facebook. Mas nunca desconsidere a capacidade dos consumidores de desejarem duas coisas ao mesmo tempo: a expectativa de soluções/produtos personalizadas, orientada por dados estão, até acelerando. 54% dos consumidores espera receber um desconto personalizado dentro de 24 horas depois de terem tido primeiro contato com uma marca; 71% expressam frustração com experiências de compras impessoais/genéricas (Segment, outubro de 2017).

Veja alguns exemplos interessantes de uso de dados para ofertas personalizadas:

Painel em metrô de SP, que mostra anúncios baseado no humor dos passageiros

Metrô de São Paulo. Dados do humor das pessoas, em tempo real, para personalizar anúncios

Em abril de 2018, a Linha 4 do metrô de São Paulo viu serem instaladas portas interativas na sua plataforma. As portas possuem um sensor que pode detectar o número de passageiros à sua frente e também detecta expressões faciais para estimar a idade, o sexo e o humor de cada passageiro. Usando essas informações, anúncios personalizados direcionados podem ser reproduzidos para os passageiros. As portas também são usadas para anúncios de serviço público.

Experimento do ebay para monitorar ondas cerebrais em experiência de compras

Ebay monitora ondas cerebrais para monitorar o experimento de compras

Em outubro de 2017 foi lançado um experimento de compras do eBay, o “The Art of Shopping” (A arte das compras). A iniciativa fez com que convidados selecionados usassem monitores de ondas cerebrais enquanto navegavam em galerias com obras de arte especialmente escolhidas. Sua resposta de ondas cerebrais a cada obra de arte foi medida, e os participantes receberam um relatório personalizado e um carrinho de compras digital contendo itens com base em suas preferências subconscientes.

 

 

Essas tendências podem até parecer coisa do seriado Black Mirror, mas já é possível ver os caminhos para melhor compreender o consumidor e poder oferecer os melhores produtos baseado em suas preferências pessoais.

No fundo, o Varejo Profundo é simplesmente o próximo – e inevitável – evolução da longa história de personalização que o varejo sempre buscou. Tentou isso com programas de fidelidade, mas esses sempre tiveram baixa taxa de adesão. O que varejistas sempre quiseram era não ter que perguntar aos consumidores o que eles queriam, ou fazê-los co-criarem com eles, mas discernirem suas preferências a fundo através de novas formas de dados.

No Brasil, temos o Grupo Pão de Açúcar investindo pesado na área. Com seu volume de dados de anos do seu programa de fidelidade (Cliente Mais) e utilizando Inteligência Artificial e agora com seu aplicativo Meu Desconto, está se propondo a oferecer descontos personalizados aos seus clientes, baseado nos produtos de sua preferência. Os altos custos para desenvolver uma solução própria utilizando Inteligência Artificial acaba aumentando ainda mais as diferenças de experiências e vendas entre gigantes e pequenos e médios varejistas.

Felizmente, esse não será mais o caso, já que a Easy Preços está desenvolvendo uma solução para ajudar seu negócio a entregar ofertas altamente personalizadas aos seus consumidores, baseado no histórico de compras deles!

 

Adaptado e traduzido do artigo da Trend Watching